Presença Carijó

 

                    Imagem ilustrativa.

                    Por volta do ano de 1640, principiou o povoamento catarinense em Sao Francisco, Desterro e Lagunas, igrejas são construídas e constituídas paróquias. Os seus primeiros vigários visitavam as populações desde Paranaguá até Tramandaí.

                A costa catarinense era primitivamente habitada pelos índios Carijós, relativamente mansos, mantinham desde os primeiros dias do descobrimento relações comerciais com os navegantes e com os paulistas, sendo consequentemente evangelizados fácil.

                Nas missões do Sul ocorria a circunstância particular de não se saber ao certo quem pertencia a esse território, se os espanhóis ou aos portugueses, porque estava situado sobre a linha de Tordesilhas, cuja localização precisa se ignorava. Constatou-se mais tarde que esta passava por Laguna. O interesse dos portugueses era afastar, para o interior, o mais longe possível, a fronteira castelhana e o interesse dos castelhanos  era ter uma comunicação mais rápida com o Paraguai. Desta concorrência a par de outros fatores, nasceram, sobre tudo,  no início, dificuldades várias para a evangelização sistemática do gentio, (nativos).

            Os primeiros homens a pisar em terras de Sombrio vieram a pé de Buenos Aires. O acontecimento areóla-se de ocorrência muito interessante. Em 1534, percorria o território do estado um certo índio Etiguara, ensinando aos seus irmãos as verdades cristãs, que aprendera não se sabe onde.

            A região de Sombrio era uma das mais habitadas pelos nativos Carijós.

     Apesar dos obstáculos surgidos, principalmente do fato de não haver povoações de portugueses nas proximidades, decide-se o Provincial a aventurar o empreendimento. Principiou assim uma série de missões que foram de 1605 a 1639, cujo centro foi Embitiba, área que consiste da atual Paróquia de Sombrio em 1948. Fonte: Archivum Societatis Jesu Romanum. Os documentos  relativos ao Brasil foram publicados pelo Padre Serafim Leite, in H. Companhia de Jesus no Brasil-Lisboa 1938.

        As bandeiras paulistas tomavam cada vez mais vulto. Neste tempo não tinham preocupação colonizadora, como sucedeu mais tarde. Agora seu objetivo era a caça do índio. Embora, pareça incrível, conseguiam eles, representantes entre os próprios selvícolas, que prendiam gente de seu mesmo sangue para vendê-las à gente branca de São Paulo. Os tais monstros levavam o nome de Tubarões e eram constituídos e mantidos pelos brancos, a maneira de governos fantoches e colaboracionistas de nossos dias.

 Fonte: Raulino Reitz - Livro Paróquia de Sombrio (Ensaio de uma monografia paroquial) - Pag. 15


           Continuará

O desenvolvimento deste trabalho consiste em pesquisa de relatos escritos e e digital disponível na internet.

Nenhum comentário:

Postar um comentário